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Publicado quarta-feira, 1 de julho de 2009
Posto móvel identifica 8% de carros com combustível adulterado


Laudo apontou 8,3% dos 109 veículos com irregularidades. Foto: Edmilson Lelo
Praia Grande -Nesta terça-feira, dia 30 de junho, o posto móvel da Rádio Bandeirantes, Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro) e Thomson Car, esteve em Praia Grande para avaliar irregularidades no álcool, gasolina e diesel de veículos da Cidade. Segundo laudo dos técnicos, 8,3% dos 109 veículos que passaram pelo Espaço Alvorada (Bairro Quietude) tiveram valores em desconformidade com o permitido.

Apenas uma amostra foi enviada ao Instituto Falcão Bauer por apresentar índice de octanagem menor que 87, índice permitido. Agora, o produto segue para análise detalhada, onde será descoberto se o combustível foi adulterado com uso de solventes. Em janeiro último, quando a equipe esteve na Cidade, apenas 2% de 81 veículos tiveram valores em desconformidade.

Durante os testes desta terça, em 27% dos veículos testados pelo laboratório móvel foi constatado excesso de emissão de poluentes e os técnicos entregaram material explicativo aos motoristas para ajudá-los a fazer os ajustes. Na última visita da unidade móvel, em janeiro, o número foi 10% maior, fechando com 37% de veículos que apresentavam problemas na regulagem do motor e consumiam mais combustível que o necessário.

De acordo com o diretor do Sincopetro, Carlos Henrique Melo Cruz, que realizava as análises nessa operação, os resultados têm tido menor índice de contaminação do que de emissão de poluentes. Ele credita este fato ao grande número de denúncias para coibir a venda de combustíveis adulterados. "A fiscalização está em cima e os níveis desse ano são menores do que o do ano passado. Precisamos ficar de olho para manter essa qualidade. Muita gente vem aqui como São Tomé: ver para crer", reforçou.

Numa máquina, que trabalha com infravermelho, o produto adulterado é apresentado e mostra qual o solvente utilizado. E as consequências, segundo Cruz, danificam o motor e aumentam o consumo dos combustíveis. "O condutor sabe onde abasteceu e só continuará abastecendo, se tiver com boa qualidade", explicou.
 
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